Branquinha chegou e ficou

Há cerca de quatro anos, em um mês de inverno rigoroso e muita chuva, uma cadelinha de rua buscava desesperadamente um abrigo. Entre restos de madeira de demolição perto da minha loja, ela encontrou o refúgio necessário para dar à luz.

 A Branquinha, como passou a ser chamada, levava sua missão de mãe a sério: avançava em qualquer cliente que chegasse perto, protegendo seus pequenos com unhas e dentes. O que parecia um problema logístico tornou-se o início de uma grande amizade. Para garantir a segurança de todos, construí uma casa para ela dentro do meu portão. O que era proteção temporária, virou uma adoção de 4 anos de muito carinho.
A Mãe Valente que Escolheu seu Próprio Destino
"Dizem que não somos nós que escolhemos os animais, eles é que nos escolhem. Com a Branquinha, foi exatamente assim. Ela não pediu licença; ela simplesmente ocupou um espaço entre as madeiras de demolição da minha loja para garantir que seus filhotes não morressem de frio.
Eu lembro do barulho da chuva forte e de ver aquela cadela branca, hoje com seus 4 anos, em alerta máximo. Cada cliente que chegava era visto como uma ameaça. Eu tinha duas opções: afastá-la dali ou acolhê-la. A escolha foi o coração que fez.
Construir aquela primeira casinha e trazê-la para dentro do portão foi o meu 'sim' para uma responsabilidade que hoje é uma honra. Na foto, você a vê em um momento raro de descontração, limpando o nariz depois de um dia de muita brincadeira na areia. Ela não precisa mais avançar em ninguém; agora, o único instinto dela é o de gratidão."

 

Todos os dias depois do almoço ela ia deitar nesta caixa para se ver livre dos filhotes que não dava um minuto de paz para ela, não passava nem 2 minutos eles saiam da casinha todo fechadinha para ir deitar em cima dela

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